17 de Junho de 2026 às 22:26
Campanha 2026

Foi realizada em São Paulo, na noite desta quarta-feira, 17 de junho, a Abertura Solene Conjunta dos Congressos dos Bancos Públicos, que acontecem até o dia 19 de junho, reunindo representantes dos trabalhadores da Caixa, do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia, no âmbito da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026.
A tônica de todas as falas na abertura solene foi a defesa dos direitos dos bancários; dos seus planos de saúde e de previdência; de melhores condições de trabalho; do combate à sobrecarga de trabalho, às metas abusivas, ao assédio moral e ao adoecimento; e do fortalecimento dos bancos públicos e do seu papel para o desenvolvimento social e econômico do país.
Além dos desafios específicos dos bancários, também foi unânime nas falas a importância da eleição de um presidente, governadores e parlamentares comprometidos com os interesses da classe trabalhadora nas eleições de outubro, de forma que os bancos públicos sigam no caminho do fortalecimento e do respeito aos seus trabalhadores, e não no caminho do desmonte por aqueles que defendem sua privatização.

Representando a base do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, estavam os delegados: Luciana Rodrigues e Alvaro Marzochi, bancários do BB, e Everton Espindola e Clalber Brito Poderoso, empregados da Caixa.
Ver essa foto no Instagram
Ao abrir os debates, a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT Brasil, Juvandia Moreira, ressaltou que a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e dos acordos específicos dos bancos públicos é fundamental, mas alertou que as conquistas da categoria dependem também da manutenção de um ambiente político favorável aos trabalhadores.
“Não adiantará nada sairmos da campanha salarial com os melhores acordos possíveis para os ACTs e para a CCT se perdermos as eleições presidenciais e legislativas neste ano. O que está em disputa são dois projetos antagônicos. De um lado, o projeto do Estado mínimo para o povo e máximo para uma pequena elite, cujas consequências nós já conhecemos. Do outro, um projeto que defende a democracia, a soberania nacional e garante condições para que os trabalhadores façam suas lutas e conquistem aumento real de salários”, afirmou.

Para Juvandia, a disputa política não se limita à Presidência da República. Segundo ela, será decisivo ampliar a representação de parlamentares comprometidos com os interesses da população e a defesa das empresas públicas. “Além da renovação dos acordos coletivos e da Convenção Coletiva, temos a grande tarefa de eleger o presidente Lula e deputados e senadores comprometidos com o povo. Só assim vamos impedir que a população volte para a fila do osso. Essa é a mensagem que precisamos levar para toda a categoria nas bases”, concluiu.
Os congressos dos bancos públicos antecedem a 28ª Conferência Nacional dos Bancários e irão definir as prioridades da Campanha Nacional 2026.
Em sua intervenção, Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil), destacou a importância da Campanha Nacional dos Bancários e também das eleições para o futuro dos bancos públicos e de seus trabalhadores.
"É um ano decisivo para as nossas vidas. Não dá para fingir que o futuro dos bancos públicos, dos seus trabalhadores e dos seus direitos não passa pela eleição (...) Temos aqui uma série de pautas, estamos fazendo uma mobilização séria, e tudo isso pode ser perdido diante de um processo de privatização. Temos muitos problemas a serem enfrentados no Banco do Brasil. Problemas relacionados às condições de trabalho, ao fechamento de agências e ao adoecimento. O banco público tem de atender a população e também cuidar dos seus trabalhadores. O que defendemos é respeito. Respeito com a população e com os funcionários do banco. Tenho certeza de que, todos juntos, vamos sair vitoriosos desta campanha."

Por sua vez, o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Felipe Pacheco, destacou os desafios dos empregados da Caixa e também reforçou a importância das eleições.
"Temos trabalhado para organizar mais de 500 propostas de colegas de todo o Brasil. Vamos renovar o nosso Acordo Coletivo de Trabalho e o acordo específico do Saúde Caixa. E vamos conseguir isso com a nossa força e unidade. Porém, não adianta arrumarmos a nossa casa se depois houver quem queira explodi-la ou vendê-la. E isso passa por um projeto político de país. Temos lutas importantes, como as relacionadas às condições de trabalho, ao SuperCaixa e ao 'Figital'. Temos desafios que vamos superar, mas também precisamos fazer o debate sobre as eleições com os nossos colegas", pontuou o coordenador da CEE/Caixa.
Por: Contraf e SP Bancários - com edição da Comunicação do SEEBCG-MS
Link: https://www.seebcgms.org.br/campanha-nacional-2016/abertura-de-congressos-de-bancos-publicos-destaca-defesa-de-direitos-e-cenario-eleitoral/