18 de Junho de 2026 às 19:22

Bancários do BB discutem futuro da Previ e da Cassi, no segundo dia do 36º CNFBB

Campanha Nacional

O segundo dia do 36º Congresso Nacional dos Funcionários do BB foi marcado por intensos debates. Na parte da manhã, os participantes se dividiram em grupos de trabalho para discutir Saúde, Previdência, Remuneração e Condições de Trabalho. À tarde, a programação seguiu com duas mesas de debate específicas: uma dedicada à Previ e outra voltada para a Cassi e a Saúde do Trabalhador.

Luciana Rodrigues e Alvaro Marzochi estão representando os bancários e bancários do BB da base do SEEBCG-MS no Congresso e participaram tanto dos grupos de trabalho como dos debates das mesas - ao lado dos delegados de Ponta Porã, Lirianny Fuchs, e Dourados, Carlos Longo. 

 

 
 
 
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Previ

A Previ, maior fundo de previdência fechado do país, foi o tema da primeira mesa do dia. Os novos diretores eleitos da Previ — Lissane Holanda (Planejamento), Alencar Ferreira (Administração) e Wagner Nascimento (Seguridade) — reforçaram o compromisso com a escuta ativa, o cuidado e a transparência como pilares da entidade.

  • Foco no Previ Futuro: Lissane Holanda destacou o pioneirismo da Previ no relacionamento humanizado, mas apontou a necessidade de melhorar a comunicação com o público jovem (em fase de acumulação) para fortalecer a cultura previdenciária.

"Essa nossa missão, de orientar os colegas na gestão de seus patrimônios, é um compromisso constante e precisa ser reforçada de forma a contemplar nossos diferentes públicos, com especial atenção para os do Previ Futuro, melhorar neles a cultura previdenciária e incutir o conceito do associativismo e do cuidado que fez da Previ o que ela é hoje: um dos maiores fundos de previdência do mundo, o maior da América Latina e que hoje tem zero possibilidade de equacionamento", registrou Lissane.

  • Atenção aos Aposentados: Alencar Ferreira anunciou um projeto para aprimorar a interação com os aposentados. Ele defendeu o modelo de gestão paritária e ressaltou que a atuação do movimento sindical foi essencial para conquistas históricas, como a revisão da fórmula PIP, e que o objetivo agora é avançar para incluir o PDG e a PLR na contribuição.

"Além de afastar riscos de interferências externas, o movimento sindical contribuiu para que várias pautas de interesse dos associados fossem incorporadas pela Previ, como a revisão da fórmula PIP, uma das conquistas mais recentes e construída ao longo de anos de debate nas mesas de negociação. Agora, nós vamos avançar para melhorar ainda mais a revisão da PIP, porque queremos trazer o PDG e a PLR para a contribuição 2b", completou.

  • Solidez Financeira e Longevidade: Wagner Nascimento celebrou a marca histórica de R$ 300 bilhões em ativos totais e anunciou inovações tecnológicas, como a evolução do chatbot Previx via WhatsApp.

O diretor também apresentou dados sobre o envelhecimento saudável dos assistidos — destacando que a Previ tem 175 associados centenários — e reforçou a solidez do fundo: a soma do Previ Futuro com o INSS garante, em média, mais de 100% de reposição salarial para quem contribui por pelo menos 20 anos.

"No corpo a corpo, que realizamos nas bases, temos mostrado dados de que o Previ Futuro somado ao INSS resulta em benefício que é maior do que 100% da reposição salarial. Entre os aposentados atuais da Previ, com pelo menos 20 anos de contribuição, o resultado é 105% de reposição média", ressaltou.

Wagner Nascimento também destacou que a incorporação dos planos de funcionários de bancos incorporados é uma reivindicação importante que deve ser cobrada e negociada nas mesas com o Banco do Brasil.

Cassi

Os palestrantes da mesa 2, Alberto Alves Junior, diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi, e Luciana Bagno, diretora de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, apresentaram uma análise econômico-financeira da Cassi.

  • Cuidado na Base: Luciana Bagno destacou que o eixo central da nova gestão é expandir e qualificar a Atenção Primária à Saúde, construindo ações diretamente a partir das demandas trazidas pelos conselhos de usuários e pela base de associados.

“Essas ações que estamos trazendo não são apenas ideias que nascem da diretoria. São propostas que vêm da base, dos conselhos de usuários, e é nosso compromisso manter essa proximidade com os associados e os funcionários. É com base no que vocês trazem para nós que vamos conseguir melhorar a nossa Cassi”, disse.

  • Crescimento Expressivo: Alberto Alves Junior apresentou um salto de 108,18% na rede credenciada entre 2024 e 2025 (passando de 844 para 1.757 prestadores), com avanço ainda maior no interior do país (123,55%). A satisfação geral com a rede atingiu a nota 4,76 (escala até 5).

O diretor também apresentou a migração para um modelo de Governança de Saúde Baseada em Valor (VBHC), que prioriza os resultados para os pacientes e a utilização mais eficiente dos recursos. “O foco é oferecer um cuidado cada vez mais personalizado, com eficiência e sustentabilidade, atuando também na prevenção e na redução de desperdícios”, explicou.

Dados de abril de 2026 mostram que 96% dos pedidos de autorização são analisados em até três dias, além da redução significativa do estoque de solicitações pendentes.

NR-1: riscos psicossociais

A advogada Renata Cabral encerrou o painel tratando da saúde do trabalhador como direito fundamental e alertando para a explosão de transtornos mentais.

No Brasil, em 2025, foram concedidos mais de 546 mil benefícios por incapacidade temporária devido a questões de saúde mental (como ansiedade e depressão), sendo 63,46% dos casos entre mulheres - reflexo de sobrecargas como a tripla jornada.

Renata enfatizou que a sustentabilidade da Cassi exige segurança jurídica e preservação de direitos. Ela reforçou que a defesa da Caixa de Assistência depende do engajamento ativo dos associados.

“Estamos falando de uma conquista histórica dos funcionários do Banco do Brasil. É necessário que os associados acompanhem os debates e participem das decisões, porque a defesa da Cassi é, antes de tudo, a defesa de um patrimônio construído por gerações de trabalhadores”, disse.

 
 
 
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Com informações da Contraf e SP Bancários


 

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