3 de Setembro de 2026 às 18:37
Assembleia

No final da tarde desta quinta-feira, dia 3 de setembro, o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região realizou uma plenária para tirar todas as dúvidas dos trabalhadores sobre as propostas dos bancos para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho e dos Acordos Coletivos de Trabalho Aditivos.
A presidenta do sindicato, Neide Rodrigues, destacou a complexidade das negociações deste ano, que totalizaram 13 rodadas com a Fenaban, conduzidas paralelamente às mesas específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
“Foi uma das negociações mais difíceis que já enfrentamos. A tentativa de divisão da mesa por parte dos bancos foi um grande desafio, pois a negociação unificada é uma conquista que mantemos desde 2003. A nossa unidade foi fundamental para não aceitarmos essa divisão", afirmou Neide.
A proposta financeira apresentada prevê a manutenção dos direitos da CCT, além da reposição total da inflação (INPC) mais aumento real de 0,60%, em 2026 e também 2027, para salários e todas as demais verbas, incluindo a PLR (tanto na regra básica, quanto na parcela adicional) e os vales refeição e alimentação. Também houve avanços em cláusulas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio, gestão ética do monitoramento digital e direito à desconexão.
"O sindicato tem a responsabilidade de orientar o melhor caminho. Sabemos que não é a proposta ideal, mas foi o limite alcançado na mesa de negociação", ponderou a presidenta.
O dirigente sindical Rubens Jorge Alencar destacou que a minuta do ACT do BB mantém o texto anterior, acrescido de importantes avanços. Foram agregados 20 novos itens às conquistas da categoria. Rubens ressaltou o aporte financeiro do banco à CASSI, garantindo um fôlego à caixa de assistência; a conquista de um bônus relativo à Campanha de Adimplência 2026, que beneficiará 71,5 mil funcionários das Unidades de Negócio e Unidades de Apoio; e o compromisso de estudos para revisão de critérios do Plano de Carreira e Remuneração.
Em relação à proposta da Caixa Econômica Federal, o principal impasse gira em torno do Saúde Caixa, que sugere um novo modelo de custeio por faixa etária. Caso a proposta seja rejeitada pela categoria, o Sindicato buscará a reabertura das negociações - não havendo avanço, os trabalhadores poderão deflagrar greve por tempo indeterminado.
O diretor do sindicato Everton Espíndola criticou a posição da instituição e defendeu que a Caixa rompa o silêncio para negociar um modelo justo para todos. O custeio por faixa etária onera excessivamente os empregados e isenta o banco de débitos futuros, gerando grande impacto financeiro, principalmente para os trabalhadores de maior idade e os aposentados.
A plenária encerrou-se reforçando a importância do engajamento dos trabalhadores na assembleia de votação e na manutenção da mobilização da categoria.
Os diretores esclareceram que, caso a CCT ou os ACTs sejam rejeitados, a deflagração de greve passa a ser uma possibilidade a ser decidida pela categoria. Se houver consenso entre os representantes dos trabalhadores e a Fenaban ou os bancos, as negociações poderão ser reabertas. Caso contrário, as tratativas seguirão para conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e, persistindo o impasse, o conflito será decidido por um juiz.
A votação das propostas acontece de forma virtual até às 18h desta sexta-feira (dia 4), através do Sistema VotaBem: https://bancarios.votabem.com.br/votacoes
Por: Comunicação do SEEBCG-MS
Link: https://www.seebcgms.org.br/campanha-nacional-2026/em-plenaria-sindicato-esclarece-duvidas-e-orienta-bancarios-sobre-votacao-da-cct-e-dos-acts/