16 de Março de 2026 às 08:57

Bancos eliminam 8,9 mil postos em 2025; mulheres são mais afetadas

Empregos

Enquanto o mercado de trabalho brasileiro mantém trajetória positiva de geração de empregos, o setor bancário segue na contramão. Em 2025, os bancos eliminaram 8.910 postos de trabalho em todo o país, aprofundando um processo contínuo de redução da categoria, sendo que quase 6 mil eram ocupados por mulheres.

Desde 2020 já são 26 mil postos de trabalho fechados, conforme dados de movimentação do emprego do Novo Caged, MTE.

Somente os cinco maiores bancos em operação no Brasil fecharam cerca de 12,7 mil postos de trabalho no último ano, segundo dados dos demonstrativos das holdings. Esse número se refere a todo o conglomerado econômico, que inclui empresas não bancárias, como as do setor de seguros e também companhias da área de tecnologia da informação. Nessas empresas, embora muitos trabalhadores realizem atividades tipicamente bancárias, eles são formalmente alocados em outras categorias. Esse é um fato que o movimento sindical bancário tem denunciado como fraude contratual.

Fechamento de agências

Além do corte de empregos, o fechamento de agências bancárias também segue acelerado. Dados do Banco Central mostram que, em 2025, cerca de 1,6 mil agências foram fechadas no país, o equivalente a 31 unidades encerradas por semana. 

Os dados reforçam uma tendência preocupante: enquanto novas tecnologias e a digitalização avançam no sistema financeiro, o fechamento de postos de trabalho e de agências físicas tem reduzido o acesso da população aos serviços bancários e ampliado os desafios para os trabalhadores do setor.

“O movimento sindical bancário reafirma sua luta incansável em defesa dos empregos e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do setor financeiro. Fizemos diversas audiências públicas denunciando a redução de agências e fechamento de postos de trabalho nos últimos anos. A qualidade do serviço prestado despencou. Agências superlotadas, filas intermináveis e escassez de funcionários tornaram-se rotina. Os trabalhadores remanescentes são sobrecarregados, enquanto o banco empurra clientes para canais digitais que não atendem de forma inclusiva parte significativa da população – como idosos, pessoas com deficiência e aqueles sem acesso estável à internet”, destacou Neiva Ribeiro, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

Por: SPBancários


 

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