7 de Abril de 2026 às 13:17
Dia Mundial da Saúde
Tomaz Silva / Agência Brasil
Neste 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, o Brasil tem no Sistema Único de Saúde sua principal referência quando o assunto é garantir atendimento à população. Mais do que um sistema de saúde, o SUS é uma das maiores políticas públicas do país, estruturada para assegurar acesso universal, gratuito e integral, sem distinção de cor, raça, gênero ou classe social.
Criado a partir da Constituição de 1988, o SUS organiza desde a atenção básica, com consultas, exames e vacinação, até serviços de alta complexidade, como cirurgias, UTIs e atendimento de urgência. Também abrange vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental, além de políticas específicas voltadas a diferentes segmentos da sociedade, como mulheres, idosos e trabalhadores. Seus princípios — universalidade, integralidade e equidade — garantem que a saúde seja tratada como direito de cidadania e elemento central da democracia.
Para a secretária de Comunicação da CUT e da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Seguridade Social (CNTSS), Maria Faria, o SUS representa uma política estruturante para o país.
“O SUS garante desde a atenção básica, com consultas, exames e vacinação para mais de 160 milhões de brasileiros, estamos falando de famílias de trabalhadores e trabalhadoras, seus filhos e seus pais, até serviços de alta complexidade, como cirurgias, UTIs e o SAMU. É um sistema organizado a partir de três pilares fundamentais, universalidade, integralidade e equidade, que asseguram a saúde como um direito de todos, com atendimento completo e justo conforme a necessidade”, afirma.
De acordo com a dirigente, o sistema também expressa um projeto de sociedade. “Isso não é pouca coisa. O SUS é uma das maiores políticas públicas do mundo e um instrumento de cidadania e democracia. Sua consolidação depende do compromisso de todas as esferas de governo, embora ainda enfrente desafios, especialmente quando gestores não estão comprometidos com seu fortalecimento”, completa.
No plano federal, as ações recentes do Ministério da Saúde têm buscado fortalecer e modernizar o SUS com foco na ampliação do acesso, redução de filas e incorporação de novas tecnologias.
Entre as iniciativas, o programa Agora Tem Especialistas ampliou cirurgias eletivas e atendimentos especializados. Também avançam as campanhas de vacinação, com foco na recuperação das coberturas, além de investimentos na produção nacional de medicamentos e vacinas, inclusive com novas tecnologias.
A digitalização do sistema, com uso de inteligência artificial para diagnóstico e gestão, a expansão do programa Mais Médicos e medidas para reabertura de leitos e adaptação das unidades de saúde às mudanças climáticas fazem parte do conjunto de ações. O objetivo é aumentar a eficiência da rede pública e ampliar o acesso da população aos serviços.
O fortalecimento do SUS também passa pela participação popular, eixo central da construção das políticas de saúde no país. Dessa forma, o Dia Mundial da Saúde dialoga diretamente com a preparação da 18ª Conferência Nacional de Saúde (18ª CNS), que mobiliza diferentes setores até 2027.
Para a secretária de Saúde do Trabalhador da CUT, Josivania Ribeiro Cruz Souza, o momento exige engajamento social. “O dia 7 de abril vai muito além de reflexões simbólicas. É um chamado à ação em defesa do direito universal à saúde”, afirma.
Segundo ela, a CUT levará à conferência pautas da classe trabalhadora, como o fortalecimento do SUS, a valorização dos profissionais e o enfrentamento das desigualdades. “A participação ativa da classe trabalhadora, especialmente por meio das entidades sindicais, é fundamental para fortalecer o SUS e garantir que ele permaneça público, universal e de qualidade”, diz.
A atuação sindical também se refletiu na 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CNSTT), realizada em Brasília, onde a CUT teve papel estratégico na construção e aprovação de propostas.
“A CUT chegou à conferência com um acúmulo construído no dia a dia, ouvindo os trabalhadores. Isso fez com que nossas propostas refletissem necessidades concretas”, afirmou Josivania. As deliberações devem orientar a política nacional da área e reforçam a saúde do trabalhador como eixo fundamental do SUS.
O Dia Mundial da Saúde foi estabelecido em 1948 após uma resolução da OMS. A data é a mesma da fundação organização. Foi comemorada pela primeira vez em 1950. Todos os anos, a OMS elege um tema diferente, mas que impacte de forma geral, toda a população do planeta.
Neste ano, o tema é “Juntos pela ciência”, destacando a importância da produção científica e do combate à desinformação. A campanha também enfatiza a abordagem de “Uma Só Saúde”, que integra saúde humana, animal e ambiental.
A mobilização global reforça a necessidade de ampliar a cobertura universal de saúde com qualidade e equidade, alinhando-se ao princípio que estrutura o SUS no Brasil: o acesso à saúde como direito de todos e dever do Estado.
No Brasil o tema diálogo como inciativas do Ministério da Saúde, por meio do combate à desinformação em saúde com o Programa Saúde com Ciência, que verifica informações, desmente fake news e valoriza evidências científicas contra tratamentos falsos e narrativas antivacina. A iniciativa, interministerial, promove educação midiática para profissionais do SUS e a população, visando conter conteúdos nocivos em redes sociais.
Por: CUT
Link: https://www.seebcgms.org.br/noticias-gerais/dia-mundial-da-saude-destaca-sus-como-principal-politica-publica-do-pais/