18 de Junho de 2026 às 19:26
Campanha Nacional

Ao longo de toda esta quinta-feira, 18 de junho, o 41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef) deu continuidade aos seus debates. Em pauta, estiveram temas essenciais como Saúde Caixa, condições de trabalho, carreira e remuneração variável.
Representando a base do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, estavam os delegados Everton Espindola e Clalber Brito Poderoso - que estavam acompanhados dos representantes de Dourados e Ponta Porã, Edson Rigoni e Marcelo Lugo, respectivamente.

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A primeira mesa do dia teve como foco o Saúde Caixa e as condições de trabalho dos empregados do banco. As exposições reuniram análises sobre o cenário atual do plano de saúde, os impactos da organização do trabalho sobre a saúde mental da categoria e os desafios trazidos pelas novas normas de prevenção dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho.
“Os números mostram que o problema central não está no modelo de autogestão, mas na limitação imposta pelo teto de custeio. As despesas assistenciais crescem em ritmo superior ao limite de contribuição da Caixa, o que pressiona cada vez mais os beneficiários e coloca em risco a sustentabilidade do plano no longo prazo”, destacou Hyolitta.
“Os riscos psicossociais não são questões subjetivas ou individuais. Eles decorrem da forma como o trabalho é organizado e gerido. A mudança da NR-1 representa um avanço importante porque reconhece oficialmente que a organização do trabalho pode adoecer e que as empresas têm responsabilidade sobre isso”, afirmou Meilliane.
“Quando metas abusivas, controle excessivo e pressão permanente se tornam parte da rotina, o adoecimento deixa de ser um problema individual e passa a refletir uma questão estrutural da organização do trabalho”, destacou.
A segunda mesa do dia debateu os impactos dos programas de metas e da remuneração variável (como o atual "Super Caixa") na saúde dos empregados.
“Não é apenas o excesso de trabalho que adoece. O problema está na forma como o trabalho é organizado, medido e controlado. O adoecimento não é um acidente. Ele pode ser consequência previsível de determinados modelos de gestão”, observou.
“O crescimento da Caixa, seus lucros e sua relevância social são fruto do trabalho de milhares de empregadas e empregados em todo o país. Qualquer programa de remuneração variável precisa reconhecer essa contribuição de forma justa, transparente e compreensível para todos”, afirmou Leonardo Quadros.
As entidades sindicais criticam o Super Caixa pela falta de transparência nos indicadores, regras complexas e critérios punitivos. A categoria exige que os programas sejam negociados, respeitem o princípio de "vendeu, recebeu" e garantam previsibilidade aos trabalhadores.
O Conecef abriu espaço para um momento de reflexão, inclusão e memória. Na mesma data em que é celebrado o Dia Nacional do Orgulho Autista (18 de junho), os delegados e delegadas acompanharam um debate sobre os desafios enfrentados por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Caixa Econômica Federal e, na sequência, prestaram homenagem a companheiros que dedicaram suas vidas à luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.
Representantes do Coletivo Caixa Autista, como Charles Lima, denunciaram a falta de adaptações e o medo de retaliação no banco, cobrando medidas práticas contra o capacitismo e a inserção definitiva da pauta da neurodiversidade nas negociações sindicais.
Na sequência, o congresso realizou uma homenagem à memória de militantes históricos que faleceram, como Daniel Gaio, Octacílio Ramalho e Samuel Pereira, destacando seus legados de compromisso com a luta coletiva da categoria.
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Con informações da Contraf
Link: https://www.seebcgms.org.br/campanha-nacional-2026/saude-metas-e-inclusao-marcam-segundo-dia-de-debates-no-41o-conecef/