19 de Junho de 2026 às 14:50

41º Conecef aprova plano de lutas e reivindicações das empregadas e empregados da Caixa

Campanha Nacional

Os 281 delegados e delegadas credenciados no 41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), vindos de todo o Brasil e reunidos na capital paulista, aprovaram, na manhã desta sexta-feira 19, a pauta específica de reivindicações dos empregados e empregadas da Caixa para a Campanha Nacional Unificada dos Bancários de 2026, que será entregue à direção do banco público.

Representando a base do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, estavam os delegados Everton Espindola e Clalber Brito Poderoso.

A pauta específica dos empregados e empregadas da Caixa para a Campanha Nacional Unificada dos Bancários de 2026 tem como principais eixos:

  • Soluções para problemas que afetam as condições de trabalho e a saúde física e mental dos empregados como assédio moral, metas abusivas, sobrecarga de trabalho, fechamento de agências, hipervigilância algorítmica, entre outros;
  • Fim do teto de 6,5% da folha de pagamento para o custeio do banco no Saúde Caixa, possibilitando o respeito ao modelo 70/30, com 70% do custeio arcado pela Caixa e 30% pelos beneficiários;
  • Medidas que assegurem a sustentabilidade da Funcef;
  • Assegurar, em mesa permanente de negociação, que os programas de remuneração variável adotem critérios claros, objetivos, transparentes e previamente divulgados, aplicáveis a todos os empregados e empregadas da Caixa, garantindo, ainda, tratamento isonômico entre a rede, centralizadoras e matriz;
  • Fortalecer a representação e a livre atuação sindical em todos os locais de trabalho;
  • Defender a Caixa 100% pública, seus empregados e empregadas, e combater qualquer forma de terceirização, privatização e retirada de direitos.

As propostas aprovadas no Conecef vão integrar a minuta de reivindicações das empregadas e empregados da Caixa, que será entregue ao banco para a abertura das negociações específicas da Campanha Nacional dos Bancários 2026.

Para o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, o 41º Conecef cumpriu um papel decisivo na organização da categoria para a campanha deste ano. “O 41º Conecef expressou a realidade vivida pelas empregadas e empregados da Caixa em todo o país. Debatemos o sistema financeiro nacional, o papel dos bancos públicos, a defesa da Caixa, o Saúde Caixa, a saúde e as condições de trabalho, a remuneração variável, a carreira e a valorização dos trabalhadores. À luz desses debates, analisamos as propostas vindas da base e construímos uma pauta forte, representativa e conectada com o dia a dia das unidades. Cada empregada e cada empregado vai se enxergar nessa pauta, porque ela nasce das demandas concretas da categoria”, afirmou.

Coletivo Caixa Preta

Foi apresentado ao plenário do 41º Conecef o Coletivo Caixa Preta e alguns de seus integrantes, que atuam na luta antirracista e pela igualdade de oportunidades no banco público. O coletivo apresentou propostas de equidade racial, posteriormente aprovadas, para integrar a pauta de reivindicações dos empregados da Caixa.

Campanha em defesa do Saúde Caixa

Após a aprovação da pauta específica de reivindicações dos empregados e empregadas da Caixa, foi exibido o vídeo de lançamento da campanha em defesa do Saúde Caixa, que cobra o fim do teto de 6,5% da folha de pagamento para o custeio pelo banco com o plano de saúde dos seus trabalhadores, além da manutenção das premissas de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional.

Moções políticas e resolução

A plenária final do 41º Conecef também aprovou quatro moções e uma resolução política.

A primeira foi uma moção em solidariedade a Zé Maria, presidente do PSTU, condenado a dois anos de reclusão por declarações feitas em defesa do povo palestino durante manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo. A moção repudia a condenação e afirma que a defesa do Estado palestino, o repúdio ao genocídio e a crítica política não podem ser criminalizados.

Também foi aprovada a moção contra a fragmentação da Caixa Econômica Federal. O texto reafirma a defesa da Caixa como banco público, 100% estatal, preservado em sua unidade institucional, sem desmembramentos, abertura de capital, criação de subsidiárias que fragilizem o banco ou terceirização de atividades permanentes e estratégicas. A moção alerta que a fragmentação enfraquece a função social da Caixa, precariza empregos, reduz o controle público e amplia a mercantilização de serviços essenciais à população. O documento encerra com a palavra de ordem: “Nenhum pedaço a menos. Caixa 100% pública”.

A terceira moção aprovada trata da valorização e da atribuição automática de função para empregadas e empregados da área de Tecnologia da Informação, especialmente lotados na Vitec. O documento denuncia a defasagem entre a complexidade das atividades desempenhadas pelos trabalhadores de TI e a remuneração atualmente recebida por parte dos novos empregados admitidos em concurso específico para a área. A moção reivindica o reconhecimento da especificidade do trabalho em tecnologia, o fim do desvio de função velado e a adoção de medidas para evitar a evasão de talentos e garantir a sustentabilidade tecnológica da Caixa.

A plenária também aprovou uma moção de repúdio à decisão da Caixa de solicitar a criação de 55 novos cargos de alto e médio escalão, incluindo diretorias, superintendências e gerências nacionais, com elevado impacto financeiro para a instituição. Para os delegados e delegadas, a medida precisa ser revista e explicada com transparência, especialmente diante da necessidade de priorizar investimentos no atendimento à população, na contratação de empregados por concurso público, na valorização dos trabalhadores e na melhoria das condições de trabalho.

Além das moções, o 41º Conecef aprovou resolução de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. A resolução destaca a importância da defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas, da soberania nacional, do fortalecimento dos bancos públicos e da preservação do papel estratégico da Caixa para o desenvolvimento do país.

Por: Contraf e SPBancários - com edição da Comunicação do SEEBCG-MS


 

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